A Cidade

Estância Turística de
  • Avaré

História

Fundada em meados do século dezenove pelo major Vitoriano de Sousa Rocha e Domiciano Santana, o município surgiu em torno de uma capela votiva dedicada a Nossa Senhora das Dores.

Em busca de um lugar ideal para viver, com terras agricultáveis e água em abundância, os pioneiros chegaram à região da atual Avaré por volta de 1840, segundo as pesquisas mais recentes. Ao major Vitoriano de Sousa Rocha e a seu compadre, Domiciano Santana é atribuída a fundação do município, cujo local, com vegetação exuberante e muitos recursos naturais, levou ambos, procedentes de Bragança Paulista e de Pouso Alegre, a enfrentarem as dificuldades iniciais como os ataques de índios botocudos, e se estabelecerem.

Por volta de 1861, ao cumprir uma antiga promessa – a vida salva de sua mulher depois de parto difícil – o major construiu uma capela bem no lugar onde hoje está erguido Santuário de Nossa Senhora das Dores. No altar da pequena igreja e futura matriz ele colocou a imagem daquela que se tornaria a padroeira do município.

Junto com o amigo Domiciano fez ainda a doação de onze alqueires ao patrimônio da futura vila, isto no dia 15 de maio de 1862. Ao redor da capela nasceu o povoado, chamado Rio Novo.

O Major e Domiciano são considerados os fundadores e a data em que se comemora a festa do município é 15 de Setembro, dia em que a liturgia católica celebra a festa de Nossa Senhora das Dores. A Vila do Rio Novo foi elevada à categoria de município com o nome de Avaré em 1891.

A população – dentre os imigrantes que formaram a sociedade avareense, os integrantes da colônia portuguesa estão entre os de maior número. Também contribuíram para o desenvolvimento local: espanhóis, italianos, árabes, japoneses, suíços e negros.

Participaram ativamente da formação do povoado nomes hoje ligados à história social e política de Avaré, como o capitão Israel Pinto de Araújo Novais, o coronel João Baptista da Cruz e o alferes Manuel Marcelino de Sousa Franco, o Maneco Dionísio, que intercedeu no governo do estado para que a Estrada de Ferro Sorocabana, um marco do progresso local, passasse na antiga Rio Novo, o que não aconteceria segundo o projeto original.

Avaré (ou Abaré) vem do tupi-guarani abaré-y, nome dado pelo intendente (“prefeito”) da época Cel. Eduardo Lopes de Oliveira ao município, nome este que é de um morro arrendondado (morro Avaré) que existe ao sul do município de Itatinga e que fica na então sua propriedade Fazenda Avaré. Provavelmente Avaré queira apenas dizer “solitário”, pois o tal morro está isolado de outros. A solicitação da troca do nome de Rio Novo para Avaré foi feita pelo Cel. Eduardo ao então Presidente do Estado de São Paulo Américo Brasiliense de Almeida Melo, quando então o município ganhou autonomia política.

A principal via para acesso à cidade é por meio da Rodovia Castelo Branco (BR-374).

Turismo

O turismo é um ponto forte da Cidade de Avaré, que hoje é uma estância turística. Terra da Água, do Verde e do Sol, Avaré é um convite à beleza e à paz de sua represa.

Todo ano acontecem eventos tradicionais como a EMAPA (Exposição Municipal Agropecuária de Avaré), mostra que reúne criadores e pecuaristas de várias partes do País, o que levou o município a ser conhecido como Capital Nacional do Cavalo e a FAMPOP (Feira Avareense de Música Popular Brasileira), que tem como objetivo despertar a nova geração de músicos, compositores e intérpretes da música brasileira.

Horto Florestal (Floresta Estadual de Avaré), criado em 1945 pelo governo do estado, é um roteiro turístico obrigatório.

Estância turística

Avaré é um dos 29 municípios paulistas considerados estâncias turísticas pelo Estado de São Paulo, por cumprirem determinados pré-requisitos definidos por Lei Estadual. Tal status garante a esses municípios uma verba maior por parte do Estado para a promoção do turismo regional. Também, o município adquire o direito de agregar junto a seu nome o título de Estância Turística, termo pelo qual passa a ser designado tanto pelo expediente municipal oficial quanto pelas referências estaduais.

Economia

A economia gira em torno da agricultura, pecuária, serviços e do turismo explorado às margens da Represa de Jurumirim. Na agricultura foi considerado nos anos 30 como a capital nacional do algodão. Até a grande geada de 1975 foi grande produtor de café. A pecuária é muito desenvolvida, a partir do ano de 2006 é visível o desenvolvimento das plantações de cítricos e de cana-de-açúcar pela instalação de uma usina de açúcar e álcool.


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